Fik Dik

Anarquistas ensinam

Não traduzimos nem escrevemos: roubamos e distribuímos porque o babado é certo. Fica a dica.


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5 Lições Históricas para Antifascistas

Este texto é um capítulo do livro Manual Antifascista, do autor estadunidense Mark Bray, lançado em português em 2019. Ele analisa brevemente cinco lições que muitos antifascistas extraem ou deveriam extrair da história. Cada uma delas começa com uma descrição mais factual de um determinado fenômeno histórico antes de passar para uma interpretação antifascista dos fatos em questão. Como todos os fenômenos históricos, esses fatos estão sujeitos a múltiplas interpretações. Essas certamente não são as únicas lições do antifascismo, mas esclarecem o embasamento de algumas de suas principais fundamentações históricas.


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Quem Tem Medo da Esquerda Tolerante

Quem Tem Medo da Esquerda Tolerante é um dos capítulos do livro ANTIFA: O Manual Antifascista, de Mark Bray, lançado em português em 2019. O texto debate a falácia da “liberdade de expressão” liberal que muitos fascistas e membros da extrema-direita usam como escudo para propagar ideias que ferem a liberdade e ameaçam a vida de minorias e de todas as pessoas que lutam por um mundo de igualdade. Com isso, esta publicação ressalta a importância das práticas antiautoritárias que buscam destruir todo e qualquer palanque utilizado para disseminar o fascismo.

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Somos Todos Antifascistas – Menos a Policia

A violência policial não é um caso isolado, uma aberração lo­cal ou a característica de um determinado tipo de regime, mas um elemento fundamental para uma sociedade baseada nos direitos de propriedade privada e na autoridade centralizada do Estado. O papel da polícia é manter as desigualdades de classe, raça, gênero e nacio­nalidade. Eles vão garantir que as pessoas pobres continuem na po­breza, que as excluídas continuem na exclusão, e que as injustiçadas convivam com a injustiça. Sendo assim, a polícia nunca será uma aliada porque ela é a maior inimiga de quem questiona a ordem imposta, de quem quer mudanças sociais, de quem quer uma vida sem as desigualdades criadas pelo Capitalismo e pelo Estado. Afinal, eles são os primeiros a aparecer para o conflito quando nos cansamos de apenas sofrer as misérias desse sistema e partimos para a ação.


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Crise e Guerra Permanentes

A crise hoje, a crise na contemporaneidade, não é um acidente superável, mas uma fatalidade programada. Não se trata de uma crise do capitalismo, um momento de oportunidade para seu aperfeiçoamento; nem da crise como prevista por uma certa leitura do determinismo histórico, isto é, a crise que anunciaria, finalmente, o fim do capitalismo e, como isso, a revolução e o início de um novo tempo. O capitalismo não está em crise, como nós talvez gostaríamos de pensar, mas vivemos o triunfo do capitalismo de crises. As instituições não estão em crise, as instituições instituem as crises e se alimentam dela. São crises programadas, crises continuadas, crises para gerar governamentalidade.


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Black Blocs e Libertação Animal: A Ação em São Roque

Em outubro de 2013, um protesto contra o uso de animais em testes realizados em um laboratório no interior do estado de São Paulo se transformou em uma das mais emblemáticas ações diretas daquele ano que mudou o cenário político e os movimentos sociais no Brasil. O evento por si só já chama a atenção pelo tamanho e pela eficiência, ainda mais no contexto brasileiro, pouco familiarizado com ações radicais pela libertação animal com uma perspectiva anticapitalista. Acreditamos ser importante revisitar tais acontecimentos para aprender com suas limitações e desenvolver seus acertos no que diz respeito a diversidade de táticas, coordenação de diferentes movimentos, radicalidade e contundência da ação que pode inspirar outros grupos e novas campanhas.


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Uma Solução Anarquista para o Aquecimento Global

Se a resposta dos “capitalistas verdes” para as mudanças climáticas so­mente joga mais lenha na fogueira, e os governos em escala mundial são incapazes de resolver o problema, como anarquistas sugeririam reorganizar a sociedade para poder diminuir a quantidade de gases estufa na atmosfera e sobreviver a um mundo que já mudou? Não há uma só posição anarquista e muitos anarquistas se negam a oferecer qualquer tipo de proposta argumentando que quando a sociedade se libertar do Estado e do Capitalismo, ela mudará organicamente e não de acordo com um anteprojeto. Além disso, a atitude policial de ver o mundo desde cima e impor mudanças é inseparável da cultura responsável por des­truir o planeta e oprimir a seus habitantes.

Contudo, queremos esboçar uma possível maneira de como podería­mos organizar nossas vidas, não dando uma proposta concreta, mas sim por­que as visões nos fazem mais fortes e todos nós necessitamos de coragem para romper de uma vez por todas com as instituições existentes e com as soluções falsas que nos oferecem.


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Sociedade Contra o Estado: Libertário é Sinônimo de Anarquista

No dia 4 de agosto de 2019, o caderno Ilustríssima do jornal Folha de S. Paulo estampou em sua capa uma reportagem enaltecendo os ultraliberais que se intitulam “anarcocapitalistas”. Os professores universitários Camila Jourdan (UERJ) e Acácio Augusto (UNIFESP) enviaram à Folha uma resposta dos anarquistas com o intuito de desfazer enganos e rebater desonestidades históricas quanto ao uso de palavras como “anarco”, “anarquismo” e “libertário”. No entanto, embora tenha aceito publicar a resposta, o artigo de nossos camaradas anarquistas supostamente não “coube” na íntegra nas páginas do jornal, mesmo sendo um texto mais enxuto que o sobre os ultraliberais. Sendo assim, tivemos acesso ao seu conteúdo original completo (hacker aqui!) e o divulgamos agora como artigo e PDF para leitura e impressão.

Pelo fim do Estado, mas para o benefício das pessoas, das classes oprimidas, do meio ambiente e do planeta, não para atender os interesses da burguesia liberal capitalista.


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PARA ALÉM DA DEMOCRACIA

Hoje, a democracia domina o mundo. Os regimes comunistas estão mortos há muito tempo, todos os países de terceiro mundo fazem eleições e os líderes mundiais se encontram para planejara “comunidade global” da qual ouvimos tanto falar. Então por que não estão todos felizes? A propósito, por que tão poucas das pessoas que podem votar nos Estados Unidos, o maior exemplo de democracia, não se dão ao trabalho de ir votar? Será que a democracia, há muito tempo a palavra preferida por toda revolução e resistência, simplesmente não é democrática o suficiente? O que poderia ser mais democrático?


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E AGORA? – Segurança Para Protestos de Rua

Em tempos de conflitos sociais nas ruas, nas escolas, nos espaços de trabalho formal, informal ou ilegal, é importante compartilhar informações e organizar saídas para as crises fabricadas pelo Capitalismo. Também precisamos saber compartilhar e desenvolver habilidades táticas para resistir aos confrontos de rua que estão por vir. Por isso, disponibilizamos uma versão curta e básica, abordando o essencial para se manter em segurança nas ruas, enquanto agentes do Estado atuam com armas, escudos e nenhuma ética ou escrúpulos para usá-los. Apenas 4 páginas que ocupam uma folha A4, da forma mais econômica e simples para facilitar a reprodução. Com apenas alguns trocados é possível fazer centenas de cópias e distribuir gratuitamente pelas ruas.


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O Jardim das Peculiaridades

Jesús Sepúlveda (1967) é chileno e vive em Oregon, nos EUA. Contribuiu, com a extinta revista Green Anarchy e é um escritor anarquista em sintonia com sua época e que não limita seu discurso. História, filosofia, antropologia, literatura e poesia são campos que se misturam com sutileza em seus textos, como em O Jardim das Peculiaridades. Nele, Sepúlveda torna evidente o esforço massificador de uma sociedade industrial, dominada pela razão instrumental e que enxerga o mundo com um olhar alheio àquilo que denomina natureza. Para fazer isso, nos convida a uma reflexão sobre os artifícios do discurso que media nossas relações com o mundo ao nosso redor através de uma lente etnocêntrica, sexista e especista.


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Os 36 Estratagemas

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As 36 estratégias apresentadas aqui são fruto de tradições orais populares da China antiga. Não são o trabalho de uma única autoria, como A Arte da Guerra – embora, mesmo no caso deste último, muitas pessoas também alegam que Sun Tzu não foi seu único autor. Com um pouco de criatividade, quase todas as estratégias podem ser aplicadas a praticamente qualquer situação, de guerrilhas expropriadoras à protestos de rua, de projetos auto-geridos à insurreições populares. Sendo assim, anarquistas também podem tirar proveito desse material.

Sugerimos que o texto seja debatido entre coletivos, grupos de afinidades, comitês ou grupos de trabalho. Lendo em grupo cada estratagema por vez e discutindo como e onde eles podem ser aplicados, que adaptações e mudanças podem ser adicionadas, a leitura pode contribuir para as lutas ou movimentos que o próprio grupo está envolvido. Obviamente, alguns pontos podem parecer inadequados para lutas anarquistas, por soarem autoritários, sexistas, nacionalistas ou mesmo obsoletos. Mas é aí que entra nossa criatividade de adaptar cada ponto sem descartar a ideia fundamental que há por trás dos 36 Estratagemas.


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Por Que Ela Não Tá Nem Aí Pra Sua Insurreição

Um texto que fala sobre machismo num contexto específico estadunidense, na cena anarquista insurrecionária da qual a autora faz parte. Ela faz uma breve análise sobre como condutas sexistas estão presentes mesmo neste contexto, pois as mulheres enfrentam a opressão do patriarcado fora, mas também dentro de espaços anarquistas e libertários. Poderíamos dizer espaços supostamente anarquistas e libertários e não estaríamos sendo radicais, apenas sendo coerentes, pois não é possível que nestes espaços o machismo seja aceito, que seja uma opressão praticada como normalidade ou mesmo “apenas” ignorado. Não é possível ignorar o machismo. Isso só acontece porque existe interesse em manter as mulheres sob domínio dos homens. Lendo o texto percebemos que é uma situação análoga as cenas das quais nós também nos encontramos.


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Ai Ferri Corti – o confronto inevitável com o existente,seus defensores e seus falsos críticos

Texto anônimo escrito originalmente em italiano. Podemos traduzi-lo “Em um duelo mortal com o existente, seus defensores e seus falsos críticos”, mas não sem fazer certas correções semânticas que podem ser de utilidade para entender este titulo tão interessante como de difícil tradução. A expressão“ai ferri corti” é usada pra caracterizar como um ponto-sem-retorno, de ruptura iminente e violenta de uma relação com algo/alguém.

Ferri corti” é utilizado em italiano para falar de armas brancas (poderia ser “adagas” ou “punhais”) que constituíam o último estágio de um típico duelo mortal dos séculos passados, a luta com armas curtas, que se desenvolvia corpo a corpo e onde tinha especial importância a destreza e rapidez dos combatentes, que lutavam para defender uma certa forma de honra. Todos estes núcleos significativos formam parte da constelação semântica desta bela expressão.


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O Sujeiro e o Poder – Michel Foucalt

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“As ideias que eu gostaria de discutir aqui não representam uma teoria nem uma metodologia. Eu gostaria de dizer, antes de mais nada, qual foi o objetivo do meu trabalho nos últimos 20 anos. Não foi analisar o fenômeno do poder nem elaborar os fundamentos de tal análise.Meu objetivo, ao contrário, foi criar uma história dos diferentes modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornaram-se sujeitos. Meu trabalho lidou com três modos de objetivação que transformam os seres humanos em sujeitos.”


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Zênite – escritos para acabar

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Qual o limite entre realidade e ficção? Quando cruzamos de uma para outra e quando vivemos uma mistura de ambas? Se em livros, canções ou imagens o real se torna imaginário, invertendo a lógica, o imaginário pode se tornar real com a mesma fluidez e facilidade. Mas nunca ousamos conhecer ou experimentar essa hipótese. Até onde podemos chegar, até onde estamos dispostas a chegar?

Em compromisso com as demandas das obscuras forças conhecidas como The Experimentation Committee, surge uma obra que não se propõe a achar respostas para essas questões, mas a aprofundar a navalha na carne dolorida de todas nós que escolhemos a anarquia como a última forma de se estar no mundo.

Uma compilação de escritos de diferentes autorias lançada pela primeira vez em 2012 e que, reunidos em 13 capítulos, somam 80 páginas densas e passionais. Nove artigos, uma quase-peça, dois contos e uma entrevista.

 

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