3. Fik.Dik

Anarquistas ensinam

Não traduzimos nem escrevemos: roubamos e distribuímos porque o babado é certo.


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Este texto é um capítulo do livro Manual Antifascista, do autor estadunidense Mark Bray, lançado em português em 2019. Ele analisa brevemente cinco lições que muitos antifascistas extraem ou deveriam extrair da história. Cada uma delas começa com uma descrição mais factual de um determinado fenômeno histórico antes de passar para uma interpretação antifascista dos fatos em questão. Como todos os fenômenos históricos, esses fatos estão sujeitos a múltiplas interpretações. Essas certamente não são as únicas lições do antifascismo, mas esclarecem o embasamento de algumas de suas principais fundamentações históricas.


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Crise e Guerra Permanentes

A crise hoje, a crise na contemporaneidade, não é um acidente superável, mas uma fatalidade programada. Não se trata de uma crise do capitalismo, um momento de oportunidade para seu aperfeiçoamento; nem da crise como prevista por uma certa leitura do determinismo histórico, isto é, a crise que anunciaria, finalmente, o fim do capitalismo e, como isso, a revolução e o início de um novo tempo. O capitalismo não está em crise, como nós talvez gostaríamos de pensar, mas vivemos o triunfo do capitalismo de crises. As instituições não estão em crise, as instituições instituem as crises e se alimentam dela. São crises programadas, crises continuadas, crises para gerar governamentalidade.


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No dia 4 de agosto de 2019, o caderno Ilustríssima do jornal Folha de S. Paulo estampou em sua capa uma reportagem enaltecendo os ultraliberais que se intitulam “anarcocapitalistas”. Foi apenas mais um de uma série de artigos, como os de Hélio Beltrão – nada menos que o presidente do Instituto Mises Brasil – que estreou em abril como colunista naquela mesma Folha. O jornal, como isso, está apenas sendo condizente com o pluralismo liberal e com os falsos princípios de neutralidade (leia-se: alinhamento ao poder) e liberdade de expressão (fala quem tem poder para falar). Sabemos muito bem dos limites de veículos de imprensa com um histórico de apoio à Ditadura Civil-Militar (1964-1985) e defesa dos interesses da burguesia agroindustrial do sudeste do país. Quanto a isso não temos dúvidas.

Mesmo sabendo disso, após a divulgação do artigo intitulado “Quem são os libertários e anarcocapitalistas, que pregam o fim do Estado”, os professores universitários Camila Jourdan (UERJ) e Acácio Augusto (UNIFESP) enviaram à Folha uma resposta dos anarquistas com o intuito de desfazer enganos e rebater desonestidades históricas quanto ao uso de palavras como “anarco”, “anarquismo” e “libertário”. O jornal aceitou publicar. É sabido que tais grupos ultraliberais são financiados por think tanks empresariais de dentro e de fora do país e que isso os afasta em muito do anarquismo histórico e do presente. No entanto, embora tenha aceito publicar a resposta, o artigo de nossos camaradas anarquistas supostamente não “coube” na íntegra nas páginas do jornal, mesmo sendo um texto mais enxuto que o sobre os ultraliberais. Sendo assim, tivemos acesso ao seu conteúdo original completo (hacker aqui!) e o divulgamos agora como artigo e PDF para leitura e impressão.

Pelo fim do Estado, mas para o benefício das pessoas, das classes oprimidas, do meio ambiente e do planeta, não para atender os interesses da burguesia liberal capitalista.

Pelo fim do Capitalismo, mas também da propriedade privada, das polícias, das prisões, dos tribunais e da burocracia, para que todas as pessoas sejam livres para se associar e não para que tenhamos que competir pela escassez artificial de recursos e terras; nem para que gestores de esquerda ou de direita usem o Estado para amortecer e apenas atrasar a catástrofe mundial em curso produzida pelo Capital e seus agentes públicos e privados.


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PARA ALÉM DA DEMOCRACIA

Hoje, a democracia domina o mundo. Os regimes comunistas estão mortos há muito tempo, todos os países de terceiro mundo fazem eleições e os líderes mundiais se encontram para planejara “comunidade global” da qual ouvimos tanto falar. Então por que não estão todos felizes? A propósito, por que tão poucas das pessoas que podem votar nos Estados Unidos, o maior exemplo de democracia, não se dão ao trabalho de ir votar? Será que a democracia, há muito tempo a palavra preferida por toda revolução e resistência, simplesmente não é democrática o suficiente? O que poderia ser mais democrático?

 


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E AGORA? – Segurança para protestos de rua

Em tempos de conflitos sociais nas ruas, nas escolas, nos espaços de trabalho formal, informal ou ilegal, é importante compartilhar informações e organizar saídas para as crises fabricadas pelo Capitalismo. Também precisamos saber compartilhar e desenvolver habilidades táticas para resistir aos confrontos de rua que estão por vir. Por isso, disponibilizamos uma versão curta e básica, abordando o essencial para se manter em segurança nas ruas, enquanto agentes do Estado atuam com armas, escudos e nenhuma ética ou escrúpulos para usá-los. Apenas 4 páginas que ocupam uma folha A4, da forma mais econômica e simples para facilitar a reprodução. Com apenas alguns trocados é possível fazer centenas de cópias e distribuir gratuitamente pelas ruas.


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O Jardim das Peculiaridades

Jesús Sepúlveda (1967) é chileno e vive em Oregon, nos EUA. Contribuiu, com a extinta revista Green Anarchy e é um escritor anarquista em sintonia com sua época e que não limita seu discurso. História, filosofia, antropologia, literatura e poesia são campos que se misturam com sutileza em seus textos, como em O Jardim das Peculiaridades. Nele, Sepúlveda torna evidente o esforço massificador de uma sociedade industrial, dominada pela razão instrumental e que enxerga o mundo com um olhar alheio àquilo que denomina natureza. Para fazer isso, nos convida a uma reflexão sobre os artifícios do discurso que media nossas relações com o mundo ao nosso redor através de uma lente etnocêntrica, sexista e especista.


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Os 36 Estratagemas

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As 36 estratégias apresentadas aqui são fruto de tradições orais populares da China antiga. Não são o trabalho de uma única autoria, como A Arte da Guerra – embora, mesmo no caso deste último, muitas pessoas também alegam que Sun Tzu não foi seu único autor. Com um pouco de criatividade, quase todas as estratégias podem ser aplicadas a praticamente qualquer situação, de guerrilhas expropriadoras à protestos de rua, de projetos auto-geridos à insurreições populares. Sendo assim, anarquistas também podem tirar proveito desse material.

Sugerimos que o texto seja debatido entre coletivos, grupos de afinidades, comitês ou grupos de trabalho. Lendo em grupo cada estratagema por vez e discutindo como e onde eles podem ser aplicados, que adaptações e mudanças podem ser adicionadas, a leitura pode contribuir para as lutas ou movimentos que o próprio grupo está envolvido. Obviamente, alguns pontos podem parecer inadequados para lutas anarquistas, por soarem autoritários, sexistas, nacionalistas ou mesmo obsoletos. Mas é aí que entra nossa criatividade de adaptar cada ponto sem descartar a ideia fundamental que há por trás dos 36 Estratagemas.


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Por Que Ela Não Tá Nem Aí Pra Sua Insurreição

Um texto que fala sobre machismo num contexto específico estadunidense, na cena anarquista insurrecionária da qual a autora faz parte. Ela faz uma breve análise sobre como condutas sexistas estão presentes mesmo neste contexto, pois as mulheres enfrentam a opressão do patriarcado fora, mas também dentro de espaços anarquistas e libertários. Poderíamos dizer espaços supostamente anarquistas e libertários e não estaríamos sendo radicais, apenas sendo coerentes, pois não é possível que nestes espaços o machismo seja aceito, que seja uma opressão praticada como normalidade ou mesmo “apenas” ignorado. Não é possível ignorar o machismo. Isso só acontece porque existe interesse em manter as mulheres sob domínio dos homens. Lendo o texto percebemos que é uma situação análoga as cenas das quais nós também nos encontramos.


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Ai Ferri Corti – o confronto inevitável com o existente,seus defensorese seus falsos críticos

Texto anônimo escrito originalmente em italiano. Podemos traduzi-lo “Em um duelo mortal com o existente, seus defensores e seus falsos críticos”, mas não sem fazer certas correções semânticas que podem ser de utilidade para entender este titulo tão interessante como de difícil tradução. A expressão“ai ferri corti” é usada pra caracterizar como um ponto-sem-retorno, de ruptura iminente e violenta de uma relação com algo/alguém.

Ferri corti” é utilizado em italiano para falar de armas brancas (poderia ser “adagas” ou “punhais”) que constituíam o último estágio de um típico duelo mortal dos séculos passados, a luta com armas curtas, que se desenvolvia corpo a corpo e onde tinha especial importância a destreza e rapidez dos combatentes, que lutavam para defender uma certa forma de honra. Todos estes núcleos significativos formam parte da constelação semântica desta bela expressão.


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O Sujeiro e o Poder – Michel Foucalt

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As ideias que eu gostaria de discutir aqui não representam uma teoria nem uma metodologia. Eu gostaria de dizer, antes de mais nada, qual foi o objetivo do meu trabalho nos últimos 20 anos. Não foi analisar o fenômeno do poder nem elaborar os fundamentos de tal análise.Meu objetivo, ao contrário, foi criar uma história dos diferentes modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornaram-se sujeitos. Meu trabalho lidou com três modos de objetivação que transformam os seres humanos em sujeitos.


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Zênite – escritos para acabar

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Qual o limite entre realidade e ficção? Quando cruzamos de uma para outra e quando vivemos uma mistura de ambas? Se em livros, canções ou imagens o real se torna imaginário, invertendo a lógica, o imaginário pode se tornar real com a mesma fluidez e facilidade. Mas nunca ousamos conhecer ou experimentar essa hipótese. Até onde podemos chegar, até onde estamos dispostas a chegar?

Em compromisso com as demandas das obscuras forças conhecidas como The Experimentation Committee, surge uma obra que não se propõe a achar respostas para essas questões, mas a aprofundar a navalha na carne dolorida de todas nós que escolhemos a anarquia como a última forma de se estar no mundo.

Zênite é uma compilação de escritos de diferentes autorias lançada pela primeira vez em 2012 e que, reunidos em 13 capítulos, somam 80 páginas densas e passionais. Nove artigos, uma quase-peça, dois contos e uma entrevista.

Zênite é o ponto máximo que alguma coisa ou pessoa pode atingir. É o momento exatamente após a ascensão e logo antes da queda. É a tensão da corda bamba sob os pés de quem tenta cruzar os abismos entre vida e arte, teoria e prática, trabalho e satisfação, sexo e afeto, corpo e identidade, sonho e desespero. Feito para pessoas que buscam a chave para o fim do sofrimento que é dar-se conta desse mundo tal qual ele se apresenta, mesmo sabendo que não há porta que conduza a uma saída fácil. É dedicado àquelas que já sabem que a esperança é o mais contundente instrumento de tortura que usamos contra nós mesmas, o qual devemos saber abandonar antes que nos deixe confiantes demais e nos destrua. Uma ode ao fim, mas também ao início dos ciclos.

Conteúdo:

01. arte como coerção. prelúdio
02. utopia. em lugar algum
03. sociedade morta-viva.
04. civilização e identidade
05. no quarto. sementes a-normais.
06. amor, sexo & domesticação.
07. criatividade libertadora. uma réplica
08. frustração como arte.
09. entrevista. C. Disangelista
10. desespero. nossa única esperança
11.  reticências.
12. o homem aberto e o mundo fechado.
13. este mundo não pode durar.

 

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