3. Fik.Dik

Anarquistas ensinam

Coleção Fik.Dik

Não traduzimos nem escrevemos: roubamos e distribuímos porque o babado é certo.


E AGORA? – Segurança para protestos de rua

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Em tempos de conflitos sociais nas ruas, nas escolas, nos espaços de trabalho formal, informal ou ilegal, é importante compartilhar informações e organizar saídas para as crises fabricadas pelo Capitalismo. Também precisamos saber compartilhar e desenvolver habilidades táticas para resistir aos confrontos de rua que estão por vir. Por isso, disponibilizamos uma versão curta e básica, abordando o essencial para se manter em segurança nas ruas, enquanto agentes do Estado atuam com armas, escudos e nenhuma ética ou escrúpulos para usá-los. Apenas 4 páginas que ocupam uma folha A4, da forma mais econômica e simples para facilitar a reprodução. Com apenas alguns trocados é possível fazer centenas de cópias e distribuir gratuitamente pelas ruas.


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O Jardim das Peculiaridades

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Jesús Sepúlveda (1967) é chileno e vive em Oregon, nos EUA. Contribuiu, com a extinta revista Green Anarchy e é um escritor anarquista em sintonia com sua época e que não limita seu discurso. História, filosofia, antropologia, literatura e poesia são campos que se misturam com sutileza em seus textos, como em O Jardim das Peculiaridades. Nele, Sepúlveda torna evidente o esforço massificador de uma sociedade industrial, dominada pela razão instrumental e que enxerga o mundo com um olhar alheio àquilo que denomina natureza. Para fazer isso, nos convida a uma reflexão sobre os artifícios do discurso que media nossas relações com o mundo ao nosso redor através de uma lente etnocêntrica, sexista e especista.


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Os 36 Estratagemas

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As 36 estratégias apresentadas aqui são fruto de tradições orais populares da China antiga. Não são o trabalho de uma única autoria, como A Arte da Guerra – embora, mesmo no caso deste último, muitas pessoas também alegam que Sun Tzu não foi seu único autor. Com um pouco de criatividade, quase todas as estratégias podem ser aplicadas a praticamente qualquer situação, de guerrilhas expropriadoras à protestos de rua, de projetos auto-geridos à insurreições populares. Sendo assim, anarquistas também podem tirar proveito desse material.

Sugerimos que o texto seja debatido entre coletivos, grupos de afinidades, comitês ou grupos de trabalho. Lendo em grupo cada estratagema por vez e discutindo como e onde eles podem ser aplicados, que adaptações e mudanças podem ser adicionadas, a leitura pode contribuir para as lutas ou movimentos que o próprio grupo está envolvido. Obviamente, alguns pontos podem parecer inadequados para lutas anarquistas, por soarem autoritários, sexistas, nacionalistas ou mesmo obsoletos. Mas é aí que entra nossa criatividade de adaptar cada ponto sem descartar a ideia fundamental que há por trás dos 36 Estratagemas.


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Por Que Ela Não Tá Nem Aí Pra Sua Insurreição

Um texto que fala sobre machismo num contexto específico estadunidense, na cena anarquista insurrecionária da qual a autora faz parte. Ela faz uma breve análise sobre como condutas sexistas estão presentes mesmo neste contexto, pois as mulheres enfrentam a opressão do patriarcado fora, mas também dentro de espaços anarquistas e libertários. Poderíamos dizer espaços supostamente anarquistas e libertários e não estaríamos sendo radicais, apenas sendo coerentes, pois não é possível que nestes espaços o machismo seja aceito, que seja uma opressão praticada como normalidade ou mesmo “apenas” ignorado. Não é possível ignorar o machismo. Isso só acontece porque existe interesse em manter as mulheres sob domínio dos homens. Lendo o texto percebemos que é uma situação análoga as cenas das quais nós também nos encontramos.


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Ai Ferri Corti – o confronto inevitável com o existente,seus defensorese seus falsos críticos

Texto anônimo escrito originalmente em italiano. Podemos traduzi-lo “Em um duelo mortal com o existente, seus defensores e seus falsos críticos”, mas não sem fazer certas correções semânticas que podem ser de utilidade para entender este titulo tão interessante como de difícil tradução. A expressão“ai ferri corti” é usada pra caracterizar como um ponto-sem-retorno, de ruptura iminente e violenta de uma relação com algo/alguém.

Ferri corti” é utilizado em italiano para falar de armas brancas (poderia ser “adagas” ou “punhais”) que constituíam o último estágio de um típico duelo mortal dos séculos passados, a luta com armas curtas, que se desenvolvia corpo a corpo e onde tinha especial importância a destreza e rapidez dos combatentes, que lutavam para defender uma certa forma de honra. Todos estes núcleos significativos formam parte da constelação semântica desta bela expressão.


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O Sujeiro e o Poder – Michel Foucalt

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As ideias que eu gostaria de discutir aqui não representam uma teoria nem uma metodologia. Eu gostaria de dizer, antes de mais nada, qual foi o objetivo do meu trabalho nos últimos 20 anos. Não foi analisar o fenômeno do poder nem elaborar os fundamentos de tal análise.Meu objetivo, ao contrário, foi criar uma história dos diferentes modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornaram-se sujeitos. Meu trabalho lidou com três modos de objetivação que transformam os seres humanos em sujeitos.


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Zênite – escritos para acabar

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Qual o limite entre realidade e ficção? Quando cruzamos de uma para outra e quando vivemos uma mistura de ambas? Se em livros, canções ou imagens o real se torna imaginário, invertendo a lógica, o imaginário pode se tornar real com a mesma fluidez e facilidade. Mas nunca ousamos conhecer ou experimentar essa hipótese. Até onde podemos chegar, até onde estamos dispostas a chegar?

Em compromisso com as demandas das obscuras forças conhecidas como The Experimentation Committee, surge uma obra que não se propõe a achar respostas para essas questões, mas a aprofundar a navalha na carne dolorida de todas nós que escolhemos a anarquia como a última forma de se estar no mundo.

Zênite é uma compilação de escritos de diferentes autorias lançada pela primeira vez em 2012 e que, reunidos em 13 capítulos, somam 80 páginas densas e passionais. Nove artigos, uma quase-peça, dois contos e uma entrevista.

Zênite é o ponto máximo que alguma coisa ou pessoa pode atingir. É o momento exatamente após a ascensão e logo antes da queda. É a tensão da corda bamba sob os pés de quem tenta cruzar os abismos entre vida e arte, teoria e prática, trabalho e satisfação, sexo e afeto, corpo e identidade, sonho e desespero. Feito para pessoas que buscam a chave para o fim do sofrimento que é dar-se conta desse mundo tal qual ele se apresenta, mesmo sabendo que não há porta que conduza a uma saída fácil. É dedicado àquelas que já sabem que a esperança é o mais contundente instrumento de tortura que usamos contra nós mesmas, o qual devemos saber abandonar antes que nos deixe confiantes demais e nos destrua. Uma ode ao fim, mas também ao início dos ciclos.

Conteúdo:

01. arte como coerção. prelúdio
02. utopia. em lugar algum
03. sociedade morta-viva.
04. civilização e identidade
05. no quarto. sementes a-normais.
06. amor, sexo & domesticação.
07. criatividade libertadora. uma réplica
08. frustração como arte.
09. entrevista. C. Disangelista
10. desespero. nossa única esperança
11.  reticências.
12. o homem aberto e o mundo fechado.
13. este mundo não pode durar.

 

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