publicação: LUTANDO NO BRASIL em inglês

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Estamos felizes em divulgar o lançamento da publicação Fighting in Brazil, uma versão adaptada para o inglês do texto Lutando no Brasil. O texto foi publicado em português no final de 2015 e busca analisar as lutas sociais dos anos de 2013 a 2015, originalmente lançado pela Facção Fictícia, agora ganha uma versão do coletivo CrimethInc. dos EUA. A nova versão conta com o texto online e pdf pronto para impressão.

Divulguem para compas no exterior que se interessam pelo contexto brasileiro, e que tenham disposição para intercambiar reflexões e aprendizados.

Agradecemos mais uma vez aos coletivos e indivíduos que escreveram para o volume II do Lutando no Brasil, também lançado em 2015, que não chegou a ser traduzida para o inglês ainda.

Acreditamos ser importante difundir mais materiais produzidos localmente para outras línguas, especialmente num contexto onde análises, mesmo anarquistas, vindas da América do Norte e Europa ainda acumulam uma certa hegemonia devido ao privilégio linguístico – e muitos outros.

Gostaríamos de poder lançar mais em outros idiomas, principalmente o espanhol. Quem quiser contribuir e somar nessa empreitada, entre em contato:

facfic@riseup.net

Anarquia e luta!

publicação: Introdução à Revolução Popular em Rojava

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Um Rio de Montanha Tem Muitas Curvas” traz o essencial sobre a revolução em pleno andamento no território autônomo no norte da Síria, conhecido como agora como Rojava. Nesse território, o povo Curdo tem protagonizado uma organização da vida sem Estado, baseada na igualdade social, de gênero e étnica, desafiando tudo o que conhecemos sobre revolução no século XXI.

São muitos os desafios encontrados e surpreendentes as soluções que essas comunidades tem criado ao decidir viver uma vida autogerida, resistindo à hostilidade histórica de governos vizinhos (Síria, Turquia, Iraque), ao patriarcado, ao imperialismo e ao terrorismo do Estado Islâmico. Alguns paralelos são feitos com lutas como a dos povos Zapatistas em Chiapas, no México, já que os Curdos também são um povo tradicionalmente oprimido que decidiu lutar pela autonomia e por liberar sua região do Capitalismo, do seu Estado e seu patriarcado. Outra referência histórica é a Guerra Civil Espanhola de 1936, onde experiências libertárias levaram o povo a organizar sua vida, as escolas e toda a produção em meio a um conflito armado contra estados hostis à sua liberdade e contra o fascismo que surgia na região.

Diferente da experiência espanhola, a revolução curda não é uma luta predominantemente anarquista, mas conta com uma influência do pensamento e práticas anarquistas na construção de uma luta e uma sociedade sem Estado, sem comandantes e comandados. Mas em ambas, também é impossível não notar o protagonismo feminino, com organizações e exércitos exclusivamente composto por mulheres. A revolução em Rojava já vai deixar marcas permanentes em sua sociedade onde as mulheres se organizaram para combater tanto o patriarcado nas trincheiras quanto o machismo cotidiano.

“Para inspirar nosso trabalho, precisamos escutar aqueles que constroem frágeis e imperfeitos oásis de liberdade. As pessoas que arriscam suas vidas nos escombros de Kobane precisam do nosso apoio não somente por resistirem aos assassinos reacionários e fanáticos que querem matar cada um deles, mas também na tentativa de criar uma sociedade sem Estado baseada nos ideais de liberdade e igualdade. O povo de Rojava decidiu lutar e nós devemos fazer o mesmo.”

Texto escrito por StrangerS in a tangled WilderneSS e originalmente publicado no livro “A Small Key Can Open a Large Door” em 2014. Traduzido para o português e
lançado no livro “Soresa-Rojavaye – Revolução Uma Palavra Feminina” em 2016,
por Comitê de Solidariedade a Resistência Curda – SP e Biblioteca Terra Livre.
Apropriado, livremente editado e publicado nessa edição por Facção Fictícia.

Por favor, copie e difunda, citando ou não a fonte.

Para saber mais sobre a revolução em Rojava e a luta do povo Curdo, ver artigos e notícias e saber como apoiar, recomendamos os sites dos comitês de solidariedade no Brasil:

Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda de São Paulo

Comitê de Solidariedade à Resistência Popular Curda do Rio Grande do Sul

Em inglês:

The Kurdish Question

Sobre anarquistas atuando na revolução em Rojava:

Entrevista com IRPGF (Guerrilha Internacional Popular Revolucionária) — 1

Entrevista com IRPGF (Guerrilha Internacional Popular Revolucionária) — 2

Entrevista com DAF (Ação Revolucionária Anarquista, da Turquia).

“E AGORA?” – Segurança para o confronto nas ruas

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Nos próximos meses, diversos protestos vão acontecer por todo o país contra as reformas na previdência, contra a terceirização e precarização ainda maior da condições de trabalho. Tudo isso é o início do que parece ser uma grande ofensiva das oligarquias conservadoras no controle das empresas e da terra, junto de seus capangas escrevendo e nos impondo suas leis no congresso e no senado. Muita luta esta por vir nesse cenário que tem tudo para aprofundar os conflitos sociais, nas ruas, nas escolas, nos espaços de trabalho formal, informal ou ilegal.

É importante sabermos compartilhar informações para compreender esse momento e poder organizar saídas para as crises fabricadas pelo Capitalismo. Da mesma forma, precisamos saber compartilhar e desenvolver habilidades táticas para resistir aos confrontos de rua que estão por vir.

Por isso, disponibilizamos um guiacurto abordando o essencial para se manter em segurança nas ruas, enquanto agentes do Estado atuam com armas, escudos e nenhuma ética ou escrúpulos para usá-los. São apenas 4 páginas que ocupam uma folha A4, da forma mais econômica e simples para facilitar a reprodução. Com apenas alguns trocados é possível fazer centenas de cópias e distribuir gratuitamente pelas ruas.

Copie, difunda, melhore o conteúdo. Entre em contato para maiores dúvidas ou sugestões.

ESTEJA EM SEGURANÇA PARA SERMOS UMA AMEAÇA JUNTⒶS!!!


Está é uma versão adaptada e atualizada do texto apresentado pela revista Fagulha. Para acessar o link, clique aqui.